De mentiras sobre o consumo de combustível de um carro e a potência do motor a ocultação de dados reais de emissões de poluentes, o mundo do automóvel não tem a melhor reputação. Veja a seguir 10 mentiras e meias verdades apresentadas por fabricantes de automóveis.





HYUNDAI E KIA
Em 2012, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) confirmou que tanto a Kia quanto a Hyundai mentiram sobre as emissões de gases do efeito estufa, de mais de 1 milhão de veículos vendidos entre 2010 e 2012 nos Estados Unidos. O grupo coreano foi forçado a reduzir a classificação de consumo de combustível combinado desses modelos em uma média de 0,4 a 0,9 km/L.

MITSUBISHI
Em abril de 2016, a Mitsubishi admitiu “manipular dados de testes para exagerar a eficiência do combustível”. Desde o ano de 2013, o fabricante mentiu sobre os números de eficiência relativos a cerca de 625 mil veículos vendidos no Japão – o consumo de combustível declarado estava entre 5% e 10% menor do que o real.

VOLKSWAGEN
Mais do que uma mentira – um verdadeiro escândalo – o caso da Volkswagen rodou o mundo várias vezes. Em setembro de 2015, foi revelado que 11 milhões de veículos a diesel da Volkswagen, Audi, SEAT e Skoda foram equipados com um programa que falsificou seus resultados de emissões de gases na atmosfera. O escândalo resultou na demissão do CEO Martin Winterkorn. O grupo Volkswagen inclui Audi, Volkswagen, Bugatti, SEAT, Skoda, Porsche, Lamborghini e Bentley, juntamente com as motocicletas Ducati e os caminhões Scania e MAN.

GENERAL MOTORS
O Chevy Traverse 2016, o GMC Acadia e o Buick Enclave apresentaram números de eficiência de combustível menores do que os números reais. No mercado norte-americano, essa falsificação afetou 135 mil proprietários, que receberam duas opções de compensação: um cheque entre 450 e 900 dólares ou uma extensão da garantia.





RENAULT
Em janeiro, as autoridades francesas de combate à fraude descobriram que alguns veículos Renault tinham um índice de poluição superior ao limite permitido por lei. Embora o fabricante não tenha sido formalmente processado, ele rapidamente fez o recall de 16 mil veículos para atualizar o software de controle de emissões.

TOYOTA
Em 2014, a Toyota pagou uma multa de 1,2 bilhão de dólares depois de mentir sobre um possível defeito no pedal do acelerador encontrado em alguns de seus modelos. A empresa, que estava ciente do problema e decidiu ignorá-lo, até deu diretrizes internas para ocultá-lo. A investigação acabou revelando que as questões de aceleração involuntária às vezes eram causadas por um tapete instalado incorretamente que bloqueava o pedal, às vezes por um pedal que não voltava a subir, mas principalmente por causa de pessoas que simplesmente pressionavam o pedal do acelerador quando queriam pisar no freio. Foi uma situação triste que causou a morte de várias pessoas e manchou a reputação da marca, que era muito boa até então.

CHEVROLET CAMARO
Esta mentira não teve consequências tão terríveis quanto as anteriores. A General Motors vendeu seu Camaro de quarta geração (1993 a 2002) com uma potência declarada de 305 cv no seu V8. Na realidade, a potência era de 350 cv.

PORSCHE 959
A potência declarada do Porsche 959 era de 450 cv. Mas os rumores começaram rapidamente a circular sobre essa estatística, concluindo que a potência na verdade estava mais perto de 500 cv.

NISSAN SKYLINE GT-R (R34)
A Nissan é outro fabricante que pode ser acusado de conservadorismo quando se trata da potência declarada de seus motores. Foi divulgado que o Skyline GT-R (geração R34) produzia 276 cv, mas o número real era 322 cv. Um “acordo de cavalheiros” de 1998 entre os fabricantes japoneses os impedia de indicar a potência de um motor superior a 276 cv para evitar uma guerra de potência (porque o limite máximo de velocidade do país é de apenas 100 km/h). O acordo foi abandonado em 2004.





HONDA, MERCEDES BENZ E MAZDA
Se era uma mentira ou uma disparidade de software, a Emission Analytics descobriu que os motores a diesel da Mazda, Honda e Mercedes Benz poluíam de 1,6 a 6 vezes mais do que os números anunciados. “O problema é sistêmico” em toda a indústria, disse Nick Molden, da Emission Analytics. Felizmente, os fabricantes estão tomando medidas para resolver a situação. Um porta-voz da Mazda afirmou: “Em conformidade com a lei, a Mazda trabalha arduamente para garantir que todos os motores a gasolina e diesel sejam totalmente compatíveis com os regulamentos”.

FONTE: http://www.msn.com